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Feliz Natal Domingo, 24 Dezembro :: 2006

Posted by E.P.L. in Outros.
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Luz

Litania para este Natal (1967)

Vai nascer esta noite à meia-noite em ponto

Num sótão num porão numa cave inundada

Vai nascer esta noite à meia-noite em ponto

Dentro de um foguetão reduzido a sucata

Vai nascer esta noite à meia-noite em ponto

Numa casa de Hanói ontem bombardeada

Vai nascer esta noite à meia-noite em ponto

Num presépio de lama e de sangue e de cisco

Vai nascer esta noite à meia-noite em ponto

Para ter amanhã a suspeita que existe

Vai nascer esta noite à meia-noite em ponto

Tem no ano dois mil a idade de Cristo

Vai nascer esta noite à meia-noite em ponto

Vê-lo-emos depois de chicote no templo

Vai nascer esta noite à meia-noite em ponto

E anda já um terror no látego do vento

Vai nascer esta noite à meia-noite em ponto

Para nos vir pedir contas do nosso tempo

David Mourão-Ferreira, Lira de Bolso

Em nome de todos os alunos do segundo ano do curso de Estudos Portugueses e Lusófonos da Universidade do Minho, desejamos a todos um Feliz Natal, na companhia dos que vos amam, seja física ou espiritualmente.

Literatura Portuguesa II Segunda-feira, 11 Dezembro :: 2006

Posted by Fábio Pereira in Aulas, Avisos, Geral, Material, Obras.
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Hoje, a professora de Literatura Portuguesa II disse que tinha vindo cá ver o Blog e que por acaso este não tinha uma única entrada sobre a sua cadeira. E nunca pensei nisso, por acaso, mas só depois notei que Latim também não tem qualquer entrada e porque será? Sinceramente não sei responder, pois foi o que fui escrevendo foi algo que surgia espontaneamente quase…a não ser que me pedissem para escrever algo cá. Inauguro então o primeiro post de Literatura Portuguesa II com uma informação:

A Aula de Avaliação da cadeira será no último dia de aulas, ou seja na sexta-feira dia 22. É importante que estejam todos presentes para a avaliação da cadeira poder ser feita por todos, para bem de todos.

 Já agora fiquem aqui com as obras que trabalhamos em Literatura Portuguesa…

MIRANDA, Sá de, As obras do doutor Francisco de Saa de Miranda. – Lisboa : A custa de Antonio Leite, 1677

FERREIRA, António, 1528-1569, Poemas lusitanos / do doutor Antonio Ferreira dedicado por seu filho Miguel Leite Ferreira ao Principe D. Phillippe, nosso senhor. – Em Lisboa : por Pedro Crasbeeck : a custa de Esteuão Lopez, 1598 (se quiserem a cores, formato jpeg cliquem aqui)

Quanto a Camões, incrivelmente não encontro as rimas em formato digital, apenas, e se por curiosidade quiserem dar uma espreitadela na primeira edição dos Lusíadas aqui está ela, ou em formato pdf(fotografada) ou  em formato doc(toda escrita num documento word), e não se assustem pois em formato doc a primeira página está escrita em inglês, mas o resto é mesmo o portuguesíssimo “Os Lusíadas”.

O Jornalismo(Os portugueses) Segunda-feira, 11 Dezembro :: 2006

Posted by Fábio Pereira in Aulas, Outros.
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Queria partilhar algo convosco, que hoje na aula de Sociolinguística debatemos. Já em aulas passadas tinhamos falado no facto da diferença da escrita e do directo televisivo ou radiofónico para a análise de um discurso, ou notícia. É claro que (e voltando ao que falamos hoje) numa transimissão directa, a responsabilidade de não falhar, e de formalizar o discurso é bem mais acentuada, e no caso da televisão não precisa sequer de ser em directo,ou seja em qualquer dos actos discursivos feitos em tv a formalização do discurso é mais que inerente, até “natural”. O meu trabalho de Sociolinguística é sobre “Linguagem e Ênfase Jornalístico”, e para mim isto tem interesse especial, ok, percebo, mas no entanto não deixem de ver os vídeos que aqui se seguem. Podem, alguns, parecer cómicos, no entanto se analizarem à luz da sociolinguística não será assim tão cómico 🙂

I – No primeiro caso, o filme, bastante curto é sobre o desempenho de um apresentador de televisão que julga não estar em directo. No entanto está, e as imagens que provavelmente ditaram o seu despedimento(Não imagino outra solução além do perdão,claro;p) foram gravadas. Ao pensar que está a gravar para passar posteriormente na tv o apresentador interrompe a notícia. Aqui se vê, perfeitamente, a diferença de um discurso em directo e de um discurso “off-record”.

 

II- Este segundo caso também tem pelo meio um caso de “off-record”, ou melhor tem vários, pois este vídeo é o resultado das tentativas que o jornalista fez para aproveitar uma notícia, um vídeo menos extenso. No entanto, as tentativas ficam sempre gravadas e depois existe por parte do editor de imagem uma selecção de forma a poder compilar da melhor forma o mais correcto, apesar de neste caso isso se tornar difícil. Outro dos facto bem patentes é a formalização do discurso. Nota-se que o indivíduo não tem qualquer formação literária(ou se tem tá escondida), e que perante as camaras de tv tenta dizer o que não sabe… Há também regionalismo, do tipo troca dos “bês” pelos “vês”(como diz o Rui Veloso)…e há tanta coisa para analisar, outra para rir(talvez), mas o melhor é mesmo ver.