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E porque faz parte de nós… Sexta-feira, 25 Maio :: 2007

Posted by Fábio Pereira in Geral, Outros.
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Hoje é o dia de África, a nossa África também. Soubemos(Fábio, Daniel, João, Marta e Sandra) quase por acaso, pois estávamos a ver uma exposição sobre África no CP2 e foi uma menina angolana que nos disse que era dia de África e só percebeu o nosso interesse pelo seu continente quando dissemos o curso que estamos, respondendo a uma pergunta sua.

Pois então a nossa lusofonia, a tal palavra que dá jeito, tem em nós grande poder e encanto, por isso decidi fazer uma pequena homenagem a este dia.Em baixo um texto da ACIME (Alto Comissariado para a Imigração e Minorias Étnicas) sobre este dia e sobre a nossa África curto e esclarecedor.

Em Portugal vivem cerca de 160 mil africanos, a maioria proveniente dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).

De acordo com o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, os cabo-verdianos são a maior comunidade africana a viver no país, cerca de 68 mil, seguindo-se os angolanos (35 mil), guineenses (25 mil), são-tomenses (12 mil) e moçambicanos (6 mil).

O Dia de África assinala a criação, há 44 anos, da Organização da Unidade Africana (OUA), hoje União Africana.

Trinta e dois chefes de Estado africanos reuniram-se, a 25 de Maio de 1963, em Adis Abeba, Etiópia, para protestarem contra a colonização, que durante séculos vigorou em todo o continente, e para formarem a OUA.

Dada a importância deste momento, o 25 de Maio foi instituído pela ONU, em 1972, Dia da Libertação da África.

in http://www.acime.gov.pt

Não podia terminar sem transcrever um poema que li e que gostei bastante! Cumprimentos

______________________________________________________________________________

Mulher Africana

“As raízes do nosso amor”

Amo-te porque tudo em ti me fala de África,
duma forma completa e envolvente.
Negra, tão negramente bela e moça,
todo o teu ser me exprime a terra nossa,
em nós presente.

Nos teus olhos eu vejo, como em caleidoscópio,
madrugadas e noites e poentes tropicais,
– visão que me inebria como um ópio,
em magia de místicos duendes,
e me torna encantado. (Perguntaram-me: onde vais?
E não sei onde vou, só sei que tu me prendes…)

A tua voz é, tão perturbadoramente,
a música dolente dos quissanges tangidos
em noite escura e calma,
que vibra nos meus sentidos
e ressoa no fundo da minh’alma.

Quando me beijas sinto que provo ao mesmo tempo
o gosto do caju, da manga e da goiaba,
– sabor que vai da boca até às vísceras
e nunca mais acaba…

O teu corpo, formoso sem disfarce,
com teu andar dengoso, parece que se agita
tal como se estivesse a requebrar-se
nos ritmos da massemba e da rebita.
E sinto que teu corpo, em lírico alvoroço,
me desperta e me convida
para um batuque só nosso,
batuque da nossa vida.

Assim, onde te encontres (seja onde estiveres,
por toda a parte onde o teu vulto fôr),
eu te descubro e elejo entre as mulheres,
ó minha negra belamente preta,
ó minha irmã na cor,
e, de braços abertos para o total amplexo,
sem sombra de complexo,
eu grito do mais fundo da minh’alma de poeta:
– Meu amor! Meu amor!

Geraldo Bessa Victor, Angola

 

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Comentários»

1. manuel monteiro - Sexta-feira, 2 Maio :: 2008

Curiosa a distinção entre africanos e não africanos !
será que houve mais nascimentos da humanidade fora de Africa?
Ou não somos todos africanos?
será que os africanaos são só bantus?
Quando terminará a cegueira?
porque é que se ignoram as origens da humanidade?
porque convém?

2. SILVA LUCIO - Quinta-feira, 5 Junho :: 2008

A africa e o encanto de todos


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