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Notas para a leitura de “A Hora da Estrela” de Clarice Lispector Sexta-feira, 21 Dezembro :: 2007

Posted by Fábio Pereira in Apontamentos, Aulas, Material.
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Aqui está, para aqueles que prefiram consultar a versão on-line, o texto «Notas para a leitura de “A Hora da Estrela” de Clarice Lispector» do nosso professor de Literatura Brasileira, Carlos Mendes Sousa.

Um muito obrigado ao nosso professor por disponibilizar este texto para podermos consultar via internet, não apenas nós [alunos de EPL], mas todo o mundo que se interessa por um outro mundo, que é o mundo clariciano.

 

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Literatura Portuguesa II Segunda-feira, 11 Dezembro :: 2006

Posted by Fábio Pereira in Aulas, Avisos, Geral, Material, Obras.
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Hoje, a professora de Literatura Portuguesa II disse que tinha vindo cá ver o Blog e que por acaso este não tinha uma única entrada sobre a sua cadeira. E nunca pensei nisso, por acaso, mas só depois notei que Latim também não tem qualquer entrada e porque será? Sinceramente não sei responder, pois foi o que fui escrevendo foi algo que surgia espontaneamente quase…a não ser que me pedissem para escrever algo cá. Inauguro então o primeiro post de Literatura Portuguesa II com uma informação:

A Aula de Avaliação da cadeira será no último dia de aulas, ou seja na sexta-feira dia 22. É importante que estejam todos presentes para a avaliação da cadeira poder ser feita por todos, para bem de todos.

 Já agora fiquem aqui com as obras que trabalhamos em Literatura Portuguesa…

MIRANDA, Sá de, As obras do doutor Francisco de Saa de Miranda. – Lisboa : A custa de Antonio Leite, 1677

FERREIRA, António, 1528-1569, Poemas lusitanos / do doutor Antonio Ferreira dedicado por seu filho Miguel Leite Ferreira ao Principe D. Phillippe, nosso senhor. – Em Lisboa : por Pedro Crasbeeck : a custa de Esteuão Lopez, 1598 (se quiserem a cores, formato jpeg cliquem aqui)

Quanto a Camões, incrivelmente não encontro as rimas em formato digital, apenas, e se por curiosidade quiserem dar uma espreitadela na primeira edição dos Lusíadas aqui está ela, ou em formato pdf(fotografada) ou  em formato doc(toda escrita num documento word), e não se assustem pois em formato doc a primeira página está escrita em inglês, mas o resto é mesmo o portuguesíssimo “Os Lusíadas”.

O Jornalismo(Os portugueses) Segunda-feira, 11 Dezembro :: 2006

Posted by Fábio Pereira in Aulas, Outros.
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Queria partilhar algo convosco, que hoje na aula de Sociolinguística debatemos. Já em aulas passadas tinhamos falado no facto da diferença da escrita e do directo televisivo ou radiofónico para a análise de um discurso, ou notícia. É claro que (e voltando ao que falamos hoje) numa transimissão directa, a responsabilidade de não falhar, e de formalizar o discurso é bem mais acentuada, e no caso da televisão não precisa sequer de ser em directo,ou seja em qualquer dos actos discursivos feitos em tv a formalização do discurso é mais que inerente, até “natural”. O meu trabalho de Sociolinguística é sobre “Linguagem e Ênfase Jornalístico”, e para mim isto tem interesse especial, ok, percebo, mas no entanto não deixem de ver os vídeos que aqui se seguem. Podem, alguns, parecer cómicos, no entanto se analizarem à luz da sociolinguística não será assim tão cómico 🙂

I – No primeiro caso, o filme, bastante curto é sobre o desempenho de um apresentador de televisão que julga não estar em directo. No entanto está, e as imagens que provavelmente ditaram o seu despedimento(Não imagino outra solução além do perdão,claro;p) foram gravadas. Ao pensar que está a gravar para passar posteriormente na tv o apresentador interrompe a notícia. Aqui se vê, perfeitamente, a diferença de um discurso em directo e de um discurso “off-record”.

 

II- Este segundo caso também tem pelo meio um caso de “off-record”, ou melhor tem vários, pois este vídeo é o resultado das tentativas que o jornalista fez para aproveitar uma notícia, um vídeo menos extenso. No entanto, as tentativas ficam sempre gravadas e depois existe por parte do editor de imagem uma selecção de forma a poder compilar da melhor forma o mais correcto, apesar de neste caso isso se tornar difícil. Outro dos facto bem patentes é a formalização do discurso. Nota-se que o indivíduo não tem qualquer formação literária(ou se tem tá escondida), e que perante as camaras de tv tenta dizer o que não sabe… Há também regionalismo, do tipo troca dos “bês” pelos “vês”(como diz o Rui Veloso)…e há tanta coisa para analisar, outra para rir(talvez), mas o melhor é mesmo ver.

Literatura e Nacionalidade Sexta-feira, 24 Novembro :: 2006

Posted by Fábio Pereira in Aulas, Material, Obras.
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A obra que agora estamos a trabalhar é “O Livro de Cesário Verde”. E mais uma vez encontrei umas coisas engraçadas. Em baixo têm o poema que demos na aula passada e que ainda vamos acabar de ler na próxima aula.

Livro em PDF (Fotografado), 1ª Edição

 

Livro em PDF(Texto), 1ª Edição

O SENTIMENTO DE UM OCIDENTAL

Nas nossas ruas, ao anoitecer,
Há tal soturnidade, há tal melancolia,
Que as sombras, o bulício, o Tejo, a maresia
Despertam-me um desejo absurdo de sofrer.

O céu parece baixo e de neblina,
O gás extravasado enjoa-me, perturba-me;
E os edifícios, com as chaminés, e a turba
Toldam-se duma cor monótona e londrina.

Batem os carros de aluguer, ao fundo,
Levando à via-férrea os que se vão. Felizes!
Ocorrem-me em revista, exposições, países:
Madrid, Paris, Berlim, Sampetersburgo, o mundo!

Semelham-se a gaiolas, com viveiros,
As edificações somente emadeiradas:
Como morcegos, ao cair das badaladas,
Saltam de viga em viga, os mestres carpinteiros.

Voltam os calafates, aos magotes,
De jaquetão ao ombro, enfarruscados, secos,
Embrenho-me a cismar, por boqueirões, por becos,
Ou erro pelos cais a que se atracam botes.

E evoco, então, as crónicas navais:
Mouros, baixéis, heróis, tudo ressuscitado
Luta Camões no Sul, salvando um livro a nado!
Singram soberbas naus que eu não verei jamais!

E o fim da tarde inspira-me; e incomoda!
De um couraçado inglês vogam os escaleres;
E em terra num tinido de louças e talheres
Flamejam, ao jantar, alguns hotéis da moda.

Num trem de praça arengam dois dentistas;
Um trôpego arlequim braceja numas andas;
Os querubins do lar flutuam nas varandas;
Às portas, em cabelo, enfadam-se os lojistas!

Vazam-se os arsenais e as oficinas;
Reluz, viscoso, o rio, apressam-se as obreiras;
E num cardume negro, hercúleas, galhofeiras,
Correndo com firmeza, assomam as varinas.

Vêm sacudindo as ancas opulentas!
Seus troncos varonis recordam-me pilastras;
E algumas, à cabeça, embalam nas canastras
Os filhos que depois naufragam nas tormentas.

Descalças! Nas descargas de carvão,
Desde manhã à noite, a bordo das fragatas;
E apinham-se num bairro aonde miam gatas,
E o peixe podre gera os focos de infecção!

Estudos Culturais Terça-feira, 21 Novembro :: 2006

Posted by E.P.L. in Aulas.
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Na aula de ontem, segunda-feira 20 de Novembro, falamos sobre este texto, e ficou na reprografia para tirar cópia. É um texto do público, dia 11 de Novembro, e tiramos algumas coisas interessantes. A cultura dá emprego a 5,8 milhões de pessoas em toda a U.E. . Espero que com Guimarães – Capital Europeia da Cultura em 2012 também nós possamos ter alguma sorte. 😉 Cumprimentos, aqui fica o texto:

Em vigor desde 2000
Comissão Europeia elogia Programa Operacional de Cultura português
15.11.2006 – 17h24 Lusa

O Programa Operacional de Cultura português, o primeiro a ser criado no quadro da União Europeia (UE) e em vigor desde 2000, foi hoje elogiado em Bruxelas na apresentação do estudo “Economia da cultura”.

“Em Portugal, o plano operacional de cultura é uma grande componente do desenvolvimento económico da cultura”, disse a directora-geral da Cultura da Comissão Europeia, Odile Quintin.

O programa operacional de cultura foi iniciado em 2000, por um período de seis anos, no âmbito do Quadro-Comunitário de Apoio a Portugal, com o objectivo de financiar, através do Fundo Europeu do Desenvolvimento Regional (Feder) e do Orçamento de Estado, projectos artísticos e de recuperação de património.

Depois de Portugal, também a Grécia desenvolveu um programa semelhante.

O estudo, feito a pedido da Comissão Europeia e com dados de 2003, mostra que a produção cultural contribui com 2,6 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) da UE e dá emprego a 5,8 milhões de pessoas.

Este número corresponde à soma da população activa da Irlanda e Grécia.

Em Portugal, por exemplo, a percentagem do sector cultural e criativo para o PIB é de 1,4 por cento, abaixo do sector têxtil (1,9) mas acima do dos derivados de borracha e plástico (0,5 por cento).

Esta percentagem representou em 2003 um montante de 6358 milhões de euros.

Já em França, Itália, Holanda, Noruega e Reino Unido, o sector cultural e criativo é o que mais contribui para os PIB nacionais.

O sector cultural e criativo inclui artes visuais, artes performativas, património, indústrias culturais – cinema e vídeo, televisão e rádio, videojogos, música, livros e imprensa – e indústrias e actividades criativas, como a publicidade, arquitectura e design.

A Comissão Europeia teve ainda em conta, no sector cultural, as chamadas “actividades relacionadas”: indústria de computadores, de leitores de MP3 e de telemóveis.

O estudo – que foi na segunda-feira apresentado aos ministros da Cultura dos 25 reunidos em Bruxelas – pretende ainda contribuir para a definição de uma estratégia coerente para o sector da criação, no âmbito da Estratégia de Lisboa.

Relançada em 2005, a Estratégia de Lisboa está focada nos objectivos do crescimento e do emprego, promovendo a competitividade, a coesão e o desenvolvimento sustentável, através da solidez das contas públicas, da qualificação e da inovação.

Sociolinguística-Aviso Segunda-feira, 13 Novembro :: 2006

Posted by E.P.L. in Aulas, Avisos.
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Olá. Amanhã(dia 14) não há aula de Sociolinguística. O tempo da Aula servirá para aprofundar o trabalho que pretendemos fazer. No entanto, a Professora estará no seu gabinete para qualquer dúvida ou ajuda que possamos ter. Tenham um bom resto de dia, e trabalhem! 🙂 Nopte Bunna

Obrigado

A Cidade e as Serras – Literatura e Nacionalidade Sexta-feira, 3 Novembro :: 2006

Posted by Fábio Pereira in Aulas, Obras.
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Mais uma vez presto um serviço à comunidade de Lusófonos da U. Minho 😉 (Grande peta, quem o presta é o site que disponibiliza o livro). Podem optar por “html” ou “pdf”, cliquem aqui e escolham!

Ainda estamos a dar “A Ilustre Casa de Ramires”, mas dentro em breve entraremos nas Serras…

Eu ainda acho que niguém vem cá, mas fico com a esperança que virá…

Bom Estudo Juventude

Linguística Portuguesa II Sábado, 28 Outubro :: 2006

Posted by E.P.L. in Aulas, Avisos, Horários.
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Amigos, o horário de terça-feira foi finalmente alterado, pelo que a aula passa a ser das 16h00 até às 18h00, salvo erro, na mesma sala! Excepcionalmente esta terça-feira, a aula começará uma hora mais cedo acabando igualmente às 18h00, pois trata-se de uma aula de reposição!

 

Cumprimentos

A ilustre Casa de Ramires Quinta-feira, 26 Outubro :: 2006

Posted by Fábio Pereira in Aulas, Cultura, Obras.
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Meus amigos, eu continuo a dizer que a Internet é o futuro(se já não é o presente)! Digo isso,pois encontrei o livro “A ilustre Casa de Ramires” que estamos a ler em Literatura e Nacionalidade em formato digital!Tem para os dois lados, podem ver em pdf clicando aqui, ou em Formato html,ou seja numa página normal, aqui. É claro que não há nada como o livro, e este eu tenho, mas isto às vezes ajuda!Espero que o blog passe a ser mais visitado e que tenha mais contribuições, para mim é excelente aprender via net…e certamente para mais alguém =)

Cumprimentos…

Mosteiro de Cárquere, Entre-Douro-e-Minho
(Ilustração ao romance A Ilustre Casa de Ramires)
Des., A. desc.
in Revista Moderna, Paris 1897, p. 325
BN PP. 5071 A.

 

 

Livraria de Gonçalo Ramires
Grav., A. desc.
in Revista Moderna, Paris 1897, p. 327
BN PP. 5071 A.

 

Sociolinguística – Comunhão Fáctica Terça-feira, 24 Outubro :: 2006

Posted by Fábio Pereira in Aulas, Outros.
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Hoje na aula de sociolinguística falamos num vídeo do “Gato Fedorento” como exemplo para se perceber mais ou menos a “Comunhão Fáctica”. E recorrendo a esse vídeo, memorizei a coisa de tal maneira que vos deixo em baixo o vídeo.

Muito à minha maneira apontei que a CF era uma interacção verbal com sentido/significado próximo a zero/nada! Ou seja é algo desprovido de conteúdo!(Penso eu). Vejam o vídeo e tirem as vossas próprias conclusões!