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Flor de Madeira – Larissa Lamas Pucci Quarta-feira, 26 Março :: 2008

Posted by E.P.L. in Cultura, Obras, Outros.
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É já amanhã o lançamento do livro da nossa ex-colega de curso Larissa Lamas Pucci. Têm toda a informação depois do cartaz, podem consultar. Queria apenas convidá-los a estarem presentes, mesmo com este aviso tão em cima da hora… Apareçam!

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Apresentação do livro “Monólogo em Elsenor” Segunda-feira, 28 Maio :: 2007

Posted by E.P.L. in Cultura, Outros.
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Amanhã, dia 29 de Maio de 2007 acontecerá a apresentação do livro “Monólogo em Elsenor”, de Tomaz de Figueiredo, organizado em dois volumes (I – Noite das Oliveiras – A Má Estrela; II – Túnica de Nesso – Memorial de Ariel). A apresentação será feita pela professora Ana Ribeiro, docente do nosso curso, na livraria Almedina da Universidade do Minho pelas 17h00. Todos estão convidados a aparecer, para descobrir um escritor minhoto que David Mourão Ferreira define assim

“Prodigioso evocador do passado, em verso e prosa, grande poeta da memória, Tomaz de Figueiredo consegue aliar a muitos rasgos temperamentais de raiz romântica uma disciplina clássica e estrutural, ao mesmo tempo que se revela tributário de uma visão do mundo bastante próxima do barroquismo… Integra-se numa tradição tipicamente portuguesa, da qual terá sido Camilo, antes dele, o mais alto expoente” in Dicionário de Literatura

E porque faz parte de nós… Sexta-feira, 25 Maio :: 2007

Posted by Fábio Pereira in Geral, Outros.
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Hoje é o dia de África, a nossa África também. Soubemos(Fábio, Daniel, João, Marta e Sandra) quase por acaso, pois estávamos a ver uma exposição sobre África no CP2 e foi uma menina angolana que nos disse que era dia de África e só percebeu o nosso interesse pelo seu continente quando dissemos o curso que estamos, respondendo a uma pergunta sua.

Pois então a nossa lusofonia, a tal palavra que dá jeito, tem em nós grande poder e encanto, por isso decidi fazer uma pequena homenagem a este dia.Em baixo um texto da ACIME (Alto Comissariado para a Imigração e Minorias Étnicas) sobre este dia e sobre a nossa África curto e esclarecedor.

Em Portugal vivem cerca de 160 mil africanos, a maioria proveniente dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).

De acordo com o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, os cabo-verdianos são a maior comunidade africana a viver no país, cerca de 68 mil, seguindo-se os angolanos (35 mil), guineenses (25 mil), são-tomenses (12 mil) e moçambicanos (6 mil).

O Dia de África assinala a criação, há 44 anos, da Organização da Unidade Africana (OUA), hoje União Africana.

Trinta e dois chefes de Estado africanos reuniram-se, a 25 de Maio de 1963, em Adis Abeba, Etiópia, para protestarem contra a colonização, que durante séculos vigorou em todo o continente, e para formarem a OUA.

Dada a importância deste momento, o 25 de Maio foi instituído pela ONU, em 1972, Dia da Libertação da África.

in http://www.acime.gov.pt

Não podia terminar sem transcrever um poema que li e que gostei bastante! Cumprimentos

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Mulher Africana

“As raízes do nosso amor”

Amo-te porque tudo em ti me fala de África,
duma forma completa e envolvente.
Negra, tão negramente bela e moça,
todo o teu ser me exprime a terra nossa,
em nós presente.

Nos teus olhos eu vejo, como em caleidoscópio,
madrugadas e noites e poentes tropicais,
– visão que me inebria como um ópio,
em magia de místicos duendes,
e me torna encantado. (Perguntaram-me: onde vais?
E não sei onde vou, só sei que tu me prendes…)

A tua voz é, tão perturbadoramente,
a música dolente dos quissanges tangidos
em noite escura e calma,
que vibra nos meus sentidos
e ressoa no fundo da minh’alma.

Quando me beijas sinto que provo ao mesmo tempo
o gosto do caju, da manga e da goiaba,
– sabor que vai da boca até às vísceras
e nunca mais acaba…

O teu corpo, formoso sem disfarce,
com teu andar dengoso, parece que se agita
tal como se estivesse a requebrar-se
nos ritmos da massemba e da rebita.
E sinto que teu corpo, em lírico alvoroço,
me desperta e me convida
para um batuque só nosso,
batuque da nossa vida.

Assim, onde te encontres (seja onde estiveres,
por toda a parte onde o teu vulto fôr),
eu te descubro e elejo entre as mulheres,
ó minha negra belamente preta,
ó minha irmã na cor,
e, de braços abertos para o total amplexo,
sem sombra de complexo,
eu grito do mais fundo da minh’alma de poeta:
– Meu amor! Meu amor!

Geraldo Bessa Victor, Angola

 

Feliz Natal Domingo, 24 Dezembro :: 2006

Posted by E.P.L. in Outros.
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Luz

Litania para este Natal (1967)

Vai nascer esta noite à meia-noite em ponto

Num sótão num porão numa cave inundada

Vai nascer esta noite à meia-noite em ponto

Dentro de um foguetão reduzido a sucata

Vai nascer esta noite à meia-noite em ponto

Numa casa de Hanói ontem bombardeada

Vai nascer esta noite à meia-noite em ponto

Num presépio de lama e de sangue e de cisco

Vai nascer esta noite à meia-noite em ponto

Para ter amanhã a suspeita que existe

Vai nascer esta noite à meia-noite em ponto

Tem no ano dois mil a idade de Cristo

Vai nascer esta noite à meia-noite em ponto

Vê-lo-emos depois de chicote no templo

Vai nascer esta noite à meia-noite em ponto

E anda já um terror no látego do vento

Vai nascer esta noite à meia-noite em ponto

Para nos vir pedir contas do nosso tempo

David Mourão-Ferreira, Lira de Bolso

Em nome de todos os alunos do segundo ano do curso de Estudos Portugueses e Lusófonos da Universidade do Minho, desejamos a todos um Feliz Natal, na companhia dos que vos amam, seja física ou espiritualmente.

O Jornalismo(Os portugueses) Segunda-feira, 11 Dezembro :: 2006

Posted by Fábio Pereira in Aulas, Outros.
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Queria partilhar algo convosco, que hoje na aula de Sociolinguística debatemos. Já em aulas passadas tinhamos falado no facto da diferença da escrita e do directo televisivo ou radiofónico para a análise de um discurso, ou notícia. É claro que (e voltando ao que falamos hoje) numa transimissão directa, a responsabilidade de não falhar, e de formalizar o discurso é bem mais acentuada, e no caso da televisão não precisa sequer de ser em directo,ou seja em qualquer dos actos discursivos feitos em tv a formalização do discurso é mais que inerente, até “natural”. O meu trabalho de Sociolinguística é sobre “Linguagem e Ênfase Jornalístico”, e para mim isto tem interesse especial, ok, percebo, mas no entanto não deixem de ver os vídeos que aqui se seguem. Podem, alguns, parecer cómicos, no entanto se analizarem à luz da sociolinguística não será assim tão cómico 🙂

I – No primeiro caso, o filme, bastante curto é sobre o desempenho de um apresentador de televisão que julga não estar em directo. No entanto está, e as imagens que provavelmente ditaram o seu despedimento(Não imagino outra solução além do perdão,claro;p) foram gravadas. Ao pensar que está a gravar para passar posteriormente na tv o apresentador interrompe a notícia. Aqui se vê, perfeitamente, a diferença de um discurso em directo e de um discurso “off-record”.

 

II- Este segundo caso também tem pelo meio um caso de “off-record”, ou melhor tem vários, pois este vídeo é o resultado das tentativas que o jornalista fez para aproveitar uma notícia, um vídeo menos extenso. No entanto, as tentativas ficam sempre gravadas e depois existe por parte do editor de imagem uma selecção de forma a poder compilar da melhor forma o mais correcto, apesar de neste caso isso se tornar difícil. Outro dos facto bem patentes é a formalização do discurso. Nota-se que o indivíduo não tem qualquer formação literária(ou se tem tá escondida), e que perante as camaras de tv tenta dizer o que não sabe… Há também regionalismo, do tipo troca dos “bês” pelos “vês”(como diz o Rui Veloso)…e há tanta coisa para analisar, outra para rir(talvez), mas o melhor é mesmo ver.

VII Colóquio de Outono Sexta-feira, 24 Novembro :: 2006

Posted by Fábio Pereira in Cultura, Outros.
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VII Colóquio de Outono - As Narrativas do Poder/O Poder das Narrativas

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Saudações!

Caros amigos, está a decorrer o VII Colóquio de Outono promovido pelo CEHUM, que na minha opinião tem sido interessante. Têm em baixo o programa, e certamente quando lerem isto já passou o Colóquio, mas para aqueles que não poderam ir, também dá para verem o que perderam. 🙂 Para os que foram e quiserem guardar uma recordação, aqui está ela. Ver final do texto

Fazendo a análise rápida desta Quinta-feira, destaco os pontos mais positivos e mais negativos, na minha opinião. Eu só entrei aquando do Senhor Tim Youngs, da Universidade de Nottingham, por isso só apartir daqui é que posso comentar. O senhor foi muito simpático, alongou-se um pouco, mas conseguiu ser claro no que disse, por isso a compreensão foi boa. Começou por se desculpar, devido ao facto de ter de falar em Inglês, o que demonstra uma boa vontade muito grande por sua parte. O colóquio já começou bastante tarde, logo, quando Tim Youngs acabou a sua “palestra” restava muito pouco tempo para o professor Carlos Cunha, que era o próximo orador, expor as suas ideias. Acabou por o conseguir muito bem, sintetizando rapidamente o que queria dizer, foi só pena não poder faze-lo de uma maneira mais livre, e menos “apertada” pelo tempo. Quanto ao resto do dia destaco Helena Buescu, que incrivelmente falou em Inglês, sendo portuguesa e estando rodeada de portugueses, à excepção de 3 estrangeiros, falou a sua horinha completa em Inglês. Um Inglês bem mais complexo do que o do professor de Nottingham, por incrível que pareça. É a minha opinião, mas penso que foi um acto que lhe ficou muito mal. Facto é, a seguinte oradora, Anne Marie Pascal, francesa e docente na Universidade de Lyon, fez um esforço e falou na língua de Camões. De louvar. Este período terminou com Rosa Sil, também já apertada de tempo, sintetizou muitíssimo bem o seu discurso, e ao contrário das duas últimas oradoras, mais em jeito de monólogo, tornou a apresentação mais agradável e menos aborrecida. A mesa redonda terá sido um dos melhores momentos do dia, em que livremente Lídia Jorge e Eduardo Agualusa foram respondendo às perguntas de Luis Mourão(Moderador) e do público. Achei-os bastante desinibidos e simpáticos. Houve momentos muito elucidadtivos daquilo que por vezes mistificamos “num/dum” escritor.

Tenho pena que não tenham podido estar presentes mais alunos deste curso, pois acreditem que iriam gostar.
Cumprimentos,

Programa do VII Colóquio de Outono – As Narrativas do Poder/O Poder das Narrativas

Sociolinguística – Comunhão Fáctica Terça-feira, 24 Outubro :: 2006

Posted by Fábio Pereira in Aulas, Outros.
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Hoje na aula de sociolinguística falamos num vídeo do “Gato Fedorento” como exemplo para se perceber mais ou menos a “Comunhão Fáctica”. E recorrendo a esse vídeo, memorizei a coisa de tal maneira que vos deixo em baixo o vídeo.

Muito à minha maneira apontei que a CF era uma interacção verbal com sentido/significado próximo a zero/nada! Ou seja é algo desprovido de conteúdo!(Penso eu). Vejam o vídeo e tirem as vossas próprias conclusões!